Dirigido por Olivier Assayas ("Horas de Verão"), "Carlos" originalmente foi uma minissérie para a TV francesa, dividida em três episódios, com locações em diversos países, elenco internacional e orçamento inflado – 14 milhões de euros. Montado para o Festival de Cannes, o longa-metragem mastodôntico levantou certa poeira por ser um representante da televisão no solo sagrado do cinema. A polêmica não faz o menor sentido, no entanto, já que não há nada da estética televisiva ali – só critica quem não viu.
Ilich Ramírez Sánchez, ou Carlos, seu nome de guerra, também ficou conhecido como Chacal. Um dos terroristas mais famosos e procurados da Europa na década de 1970 e 1980, nasceu na Venezuela, filho de um advogado marxista. Teria recebido treinamento paramilitar ainda na adolescência, em Cuba, e aos 20 anos foi para a universidade em Moscou, de onde foi expulso. Alinhou-se com militantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina, com bases na Jordânia e Iemên, e de lá levou a luta armada para Paris, onde a história começa.
Com o mesmo sobrenome e também venezuelano, Édgar Ramírez interpreta o personagem principal com garbo. Cheio de si, forte, conquistador, no início Carlos fala com paixão e arrogância da revolução que está por vir. Articula uma rede de células revolucionárias na Alemanha, Japão e Oriente Médio. Atentados a bomba e execuções são frequentes, executados com cálculo e frieza. Ele não brinca em serviço.
Foto: Divulgação Carlos no início da década de 1970 Depois de matar sozinho três policiais e um traidor do bando, vira estrela na imprensa francesa e parte para seu trabalho mais ambicioso: a invasão, em 1975, de uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena. Sequestrou ministros do mundo inteiro, conseguiu um avião e depois de receber um resgate milionário, saiu ileso.
A trajetória de Carlos segue em ritmo vertiginoso – a vontade de sair da sala para ir ao banheiro fica em segundo plano; em primeiro, a ânsia de saber para que lado o terrorista vai. Sim, porque o jogo de bastidores para financiar sua organização e fornecer armas é intenso: Síria, Iraque (Saddam Hussein era seu "fã"), Alemanha Oriental, Líbano, União Soviética... Os interesses vão e vem ao longo dos anos, numa pungente dança da cadeiras. A mensagem clara do roteiro de Assayas e Dan Franck é que a política internacional vive de uma hipocrisia eterna. Carlos acaba indo para o mesmo lado.
De herói inescrupuloso, mas comprometido com a revolução, se transforma num mercenário narcisista e sem lar, que nenhum antigo aliado quer proteger na década de 1990, quando era o terrorista mais procurado do mundo. Alcoólatra, obeso, mulherengo – a transformação física de Édgar Ramírez impressiona –, foi capturado no Sudão em 1994 e condenado à prisão perpétua.
Apesar da ação constante, "Carlos" é didático com personagens, lugares e figuras históricas. Mesmo com a quantidade de gente que passa pela tela ao longo das horas, o espectador permanece consciente do que está acontecendo. Melhor ainda: imerge na realidade do protagonista, sem necessariamente criar empatia por ele e seus ideais. Assayas produziu um épico moderno, à altura de clássicos como "Estado de Sítio" (1972), de Costa-Gavras. No caso, multiplicado por três.
Assista o trailler apresentado em Cannes:
Serviço – "Carlos" 34ª Mostra de São Paulo Direção de Olivier Assayas (França), 330 minutos Elenco: Kaabour Ahmad, Alexander Scheer, Edgar Ramirez, Juana Acosta, Nora von Waldstätten Unibanco Arteplex 2, 30/10 (sábado), 20h00, sessão 825 Cinemateca - Sala BNDES, 02/11 (terça), 16h30, sessão 1144
Elenco: Kaabour Ahmad, Alexander Scheer, Edgar Ramirez, Juana Acosta, Nora von Waldstätten
Criado pelos Celtas seis séculos antes Cristo o Dia das Bruxas ou Halloween, 31 de outubro, marcava o fim do verão no Hemisfério Norte e era festejado com muita música e dança. A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão(samhain significa literalmente "fim do verão").A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:
Aqui no Brasil ainda é pouco conhecido, mas já começa a ser comemorado principalmente entre os mais jovens por influência dos filmes e da TV.
Expressão do desagrado, desconforto, desgosto, angústia, medo. A dor, não possui uma só expressão, mas múltiplas faces. Nessa escultura, o esboço imperfeito de uma delas. Aquela mais próxima do choro, da tristeza, do lamento. Dor presente ao longo do sempre!
O artista paulista Décio Soncini retorna a Belém para apresentar sua exposição individual “Fragmentos”, composta por uma série de vinte e três pinturas em formatos variados. “Já há algum tempo tenho me sentido perdido entre os tantos caminhos da arte contemporânea, a opção de empreender uma viagem aos cantos e recantos do meu entorno tentado, assim, um novo olhar sobre os objetos e referências do meu cotidiano, foi reconfortante e até desafiador”, explica Soncini.A exposição é resultado desta tentativa. Nela, são personagens: xícaras, bules, pincéis, cadeiras, janelas que revelam fragmentos do mundo externo; rabiscos e um livro aberto com uma imagem de preferência do leitor ou alguns delírios, que são fruto de alguma referência literária.
Sobre o artista:
Décio Soncini Jr.SÃO PAULO - 1953 Licenciatura em desenho e plástica e Bacharelado em gravura pela FACULDADE BELAS ARTES DE SÃO PAULO
Serviço: Exposição “Fragmentos”, de Décio Soncini Visitação: até 30 de novembro Horário: segunda a sexta, das 10 às 13h e das 15 às 19h sábados, de 10 às 14h Local: Elf Galeria – Passagem Bolonha, 60 (Nazaré)Belém-PA Informações: (91) 3224-0854
Sinopse: Serge Gainsbourg, um jovem judeu, vaga por uma Paris ocupada pelos alemães; um novo e tímido poeta que deixa para trás suas pinturas e seu quarto para encantar o público de clubes noturnos nos turbulentos anos 60. É uma vida “heróica”, onde as criaturas de sua cabeça ganham corpo na tela, e sua eloquência combina com seus escandalosos casos de amor, como os que teve com as divas Jane Birkin e Brigitte Bardot. Desses elementos nasce um trabalho subversivo que cresce e agita o mundo inteiro.
O cantor francês Serge Gainsbourg desembarca nesta quinta-feira (28) na programação da 34ª Mostra Internacional de São Paulo. Exibido este ano na França, onde foi visto por mais de um milhão de pessoas, "Gainsbourg - Vida Heróica" retrata a vida conturbada do cantor, desde sua infância numa Paris ocupada pelos nazistas, passando pelo sucesso na década de 1960 e a morte aos 62 anos. O papel de Gainsbourg ficou a cargo do ator Éric Elmosnino, um sósia impressionante. Casos célebres e tórridos do cantor com Brigitte Bardot e Jane Birkin não foram poupados.
Assista ao trailler do filme:
Título Original: Gainsbourg - Vie Héroïque País de origem: EUA, França Gênero: Ficção Ano: 2010 Diretor: Joann Sfar Película: 35mm Formato: Cor & PB Duração: 130 min.
O MAC (Museu de Arte Contemporânea) irá hospedar a I Bienal Internacional de Arte Rua em São Paulo, O evento reunirá 50 nomes nacionais e internacionais. O artista Rui Amaral cuida da curadoria junto aos também grafiteiros Celso Gitahy, Binho Ribeiro, Ozéas Duarte, Samir Mauad, Tikka Meszaros e Tinho.
Dirigido por Gigi e pelo músico Lenilson Albuquerque, conta com participações de Adriana Cavalcante, Iara Mê, Nean Galuccio, Júlio Freitas, Marisa Black e do ator Carlos Vera Cruz. Para acompanhar Gigi Furtado foram convidados os músicos Alexei Moreira (baixo), André Brasil (bateria), Franklin Furtado e Rafael Barros (percussão) e Lenilson Albuquerque (teclado). Sobre a cantora: Gigi Furtado é paraense, educadora, atriz, compositora e cantora erudita e popular. Há doze anos cantando na noite paraense, com uma voz de registro marcante aliada a grandes interpretações, Gigi faz com que seus shows sejam bastante aplaudidos e bisados.
Assista aqui um vídeo de Gigi Furtado:
Serviço: Show Tributo à Clara Nunes - Conto de Areia Local: Teatro Claudio Barradas Dia: 20.10.2010 Hora: 21:00h
Ingressos antecipados a R$10,00 na loja Ná Figueredo e nos telefones 8174 5567 e 9198 6794
Fontes: You Tube Glaíde Carvalho via Orkut Google Images
Diz, Lígia Saavedra: Há tempos não via nascer uma estrela aqui por essas bandas. Chegou GIGI FURTADO.
Uma impressora de Madri trabalha a todo vapor para que "O sonho do celta", o novo livro do peruano Mario Vargas Llosa, saia às livrarias no dia 3 de novembro com uma primeira tiragem digna do último Nobel de Literatura: 250 mil exemplares na Espanha, a mesma quantidade em diversos países da América.
Cada volume guarda as 138.923 palavras do original, entregue por Vargas Llosa no último mês de junho, tão limpo que estava "praticamente pronto para imprimir", lembrava nesta segunda-feira Pilar Reyes, diretora da editora Alfaguara, durante uma visita à imprensa de Pinto (sul de Madri) para ver os primeiros exemplares que saíam das máquinas.
Segundo a editora proprietária da obra nos países de língua espanhola, para as 250 mil cópias foram utilizados 160 mil quilos de papel, 902 quilos de tinta e 900 mil metros de linha para sua encadernação, assim como 120 horas de impressão.
Alguns trabalhos precisaram ser interrompidos no dia 7 de outubro para incluir, com orgulho, na capa, a menção "Prêmio Nobel de Literatura 2010".
Mas a concessão a Vargas Llosa do maior prêmio das letras teve uma consequência ainda mais profunda, revelou Pilar Reyes: a duplicação de uma tiragem que, sem o Prêmio, teria rondado os 110 mil exemplares.
Entretanto, graças ao "efeito Nobel" e à proximidade do Natal, Alfaguara acredita que a gigantesca tiragem inicial acabará sendo insuficiente.
"Estou certa de que reimprimiremos muito", previa Reyes sobre as 460 páginas de "O sonho do celta", que narram a história do diplomata irlandês Roger Casement e sua denúncia dos abusos do colonialismo ocidental no Congo belga e na Amazônia.
Seu preço de venda na Espanha será de 22 euros e na América oscilará entre 15 e 17 dólares. Os 250 mil primeiros exemplares americanos foram impressos no México (80 mil cópias), Colômbia (80 mil), Argentina (30 mil), Peru, Chile e EUA (20 mil em cada um).
No dia 3 de novembro, Mario Vargas Llosa apresentará o livro em uma coletiva de imprensa.
Há alguns anos o cantor e compositor paraense Pedrinho Cavalléro homenageia o Poetinha com o show "Vinícius, Saravá!". Neste 2010 a temporada no Bar Teatro Vitrola está sendo um enorme sucesso e com participações especialíssimas.
Vale à pena você conferir!
Sobre o músico: Pedrinho Cavalléro, paraense nascido em Belém, compositor, músico, intérprete, publicitário e produtor cultural .
Vindo de uma família de músicos é sobrinho neto do grande maestro Theóphilo de Magalhães, criador do Hino do Soldado e neto da professora de piano Zezé de Magalhães Cavalléro.
Com quase trinta anos de carreira, começou a compor aos doze anos em 1971 no festival de música do colégio Deodoro de Mendonça , depois em outros colégios, daí dá um salto para eventos similares que marcaram à história da música popular paraense e de outros estados.
O músico tem dois Cd's lançados e diversas participações em coletâneas, Cd's de Festivais e em Cd's de outros compositores.
Veja aqui um pouco mais de Pedrinho Cavalléro:
Diz, Lígia Saavedra:
Pedrinho Cavalléro é nosso parceiro na música "Cristais de Saudade" e também o Produtor Musical do nosso Cd "Além dos Muros" que tanto nos orgulha.