Ajuruteua

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quarta-feira, 13 de junho de 2012



TUDO SEM NADA


Como posso ter tudo e nada ser,
se o nada que me reveste
explode em pranto
e tudo é triste?

Nada é alento
tudo é dor
e sangra.

Há tempos de tudo.
Há tempos de nada.
Procuro-te em tudo
Nem sonhas comigo.

E num rubro devaneio me ocorre
um pingo da lembrança mórbida
do nada em que me encontro

E hoje que o teu nada é todo o meu tudo
te espero
e só choro, mais nada.


LÍGIA SAAVEDRA

Sobre a obra:
Eu, poeta, não sabendo lidar com a dor explodo em pranto.

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