
Minha fome de amor
é água de secar o céu
feito chuva de verão
tão grande que
no mar não caberia
Impaciente chama
que arde intensa
como a luz da lua brilha.
na prisão do fogo solitário
das entrelinhas dos
lençóis e no desejo amiúde
exposto na poesia
Carente
como cria desgarrada
oculta
como madre
na clausura
extrema e passiva
convivência minha
do secreto rito
ao abafado grito
com a loucura.
Lígia Saavedra
Imagem:
http://ffotos2.blogs.sapo.pt/tag/seca
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