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quinta-feira, 2 de junho de 2011

ERA UMA VEZ CAROL - EMANOEL FREITAS


ERA UMA VEZ CAROL, um filme de Emanoel Freitas

Um verdadeiro conto da Carochinha moderno. Em linhas gerais, essa é a tônica da trama do curtametragem infanto juvenil "Era Uma Vez Carol...". A misteriosa personagem título decide ir ao teatro para prestigiar uma apresentação da peça "A Cigarra e a Formiga". Como quem precisa cumprir uma secreta missão, ela tenta se aproximar do elenco do espetáculo, mas acaba não conseguindo. Quando parecia prestes a desistir de sua tarefa, algo mágico acontece: as protagonistas da história, a Cigarra e a Formiga (não as atrizes, mas as próprias personagens), atravessam o universo da imaginação e se materializam no palco do teatro. Descobriremos, assim, que os personagens de uma peça ficam morando para sempre nos lugares em que se apresentam. Cansadas deste "destino", a Cigarra e a Formiga pedem que Carol as liberte e as ajude a conhecer a vida real. A menina, no entanto, acabará convencendo as outras duas que os seres fantásticos têm mesmo de morar em ambientes especiais. No final de tudo isso, os pequenos espectadores se emocionarão ao descobrir a verdadeira identidade da protagonista.

Ambientado no secular e fabuloso cenário do Theatro da Paz, em Belém do Pará, o enredo de "Era Uma Vez Carol..." foi todo pintado com o singular propósito de realimentar o interesse das crianças pelo mundo da magia. As histórias da Carochinha, os contos de fada são ainda hoje fonte de aprendizado. Mergulhando em fábulas, como as da Cigarra e da Formiga, a infância entra em contato com ensinamentos que transformarão a própria vida adulta em uma etapa mais bela e preciosa. E as crianças que se esquecem da Carochinha, na verdade se esquecem de ser encantadas.

Num tempo em que os apelos dos jogos eletrônicos e os excessos da TV parecem exercer cada vez mais fascínio sobre as crianças, urge que o universo do audiovisual prove ser ferramenta capaz de contribuir para que a infância não se afaste definitivamente do reino das magias. Quando o cinema se oferece como veículo para valorizar o teatro e a literatura, belos são os enquadramentos feitos pelas lentes da fantasia.

Esse é um dos objetivos primeiros do filme "Era Uma Vez Carol...". Unir num só foco, direcionado às crianças, a magia do cinema, do teatro e dos contos da Carochinha. A escolha do cenário de um teatro para a ambientação do filme não foi aleatória. O presente curtametragem tem por premissa básica fazer com que meninos e meninas descubram ou comprovem, através do cinema, quão especial é o hábito de ir a sessões teatrais. E muito mais significativas são estas descobertas ou comprovações quando têm por mote uma fábula clássica, verdadeiramente eterna, como "A Cigarra e a Formiga".

A escolha do poético ambiente do Theatro da Paz tem ainda um objetivo mais amplo: o de levar ao atento olhar das crianças de qualquer lugar em que o curta for exibido a beleza patrimonial da região norte do Brasil. É desde muito cedo que se deve começar a aprender sobre as riquezas históricas e culturais do país em que se vive.
Entrementes, os principais e estratégicos textos, contextos e subtextos de toda essa iniciativa resumem-se justamente no trabalho de semear o lúdico na imaginação dos pequenos espectadores. Urge que infância se refamiliarize com o fabuloso, com a encantaria, com o magicar. Haverá mesmo a vida real e o mundo do faz-de-conta? Seguir os conselhos dos personagens de historinhas infantis ajuda a tornar o mundo melhor? Essas são doces dúvidas sobre as quais devem se debruçar a garotada. Só assim, as crianças aprenderão a melhor assistir, escrever e aplaudir os seus próprios sonhos.

O Theatro da Paz Considerado uma das casas de espetáculos mais monumentais do Brasil, o Theatro da Paz foi construído no período áureo da borracha, momento em que a economia nortista vivia intensamente impulsionada pela exportação do látex. Apesar desse avanço econômico, Belém não possuía um teatro público a altura da sua vida cultural. Embora o Governo Provincial do Pará tivesse sancionado uma lei, em 1863, que determinava a construção do Theatro, apenas em 3 de março de 1869 foi lançada a pedra fundamental. A conclusão das obras se deu em 1874. O projeto do primeiro teatro público de Belém é de autoria de Tibúrcio de Magalhães, engenheiro militar que utilizou como referência o Scalla de Milão. Mas o traçado inicial foi várias vezes alterado e os erros advindos dessas modificações foram corrigidos na grande reforma empreendida no início do século XX pelo governador Augusto Montenegro. Esta reforma concedeu ao Theatro da Paz as feições de luxo que possui hoje, com seu conjunto de estatuárias, lustres interno e externo, piso em mosaico de madeiras nobres (hoje raras), decoração interior e exterior, entre outros aspectos ímpares e arrebatadores.
Riquezas como o Theatro da Paz são, acima de tudo, jóias nacionais. Tamanho patrimônio, no entanto, ainda permanece desconhecido do grande público brasileiro. Através do filme "Era Uma Vez Carol...", o que se espera é que toda essa fortuna cultural ganhe maior e merecida visibilidade, especialmente junto às crianças.



Fonte:
Emanoel Freitas por e-mail

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