
Conheço pessoas que ficam assustadas e até aborrecidas se voce as coloca no "seu tempo". Coisa de quem é muito vaidoso, tímido ou inseguro com o seu corpo, com a sua vida e por aí...
Aos 57 anos de idade, com muito ainda há para aprender, mas com uma vontade danada de contar o que já vivi, aprendi que "Nada Será Como Antes" como o Milton Nascimento cantou e tenho muita honra em ter vivido o tempo em que o respeito ao próximo, o brio e a honra eram muito importantes para qualquer cidadão de Bem. É certo que, no meu tempo, havia muito mais preconceito e muito menos conhecimento e tecnologia, mas havia amor. Sim, havia muito mais amor.

Vivi a década de setenta com todo o seu lirismo, os seus contrastes e a sua musicalidade. Vivíamos centrados em nossos objetivos políticos ou sociais e nossos problemas eram solucionáveis porque lutávamos para que assim fossem. E,enquanto os Beatles nos ensinavam como um sonho se acaba, aqui no Brasil a abertura política nos mostrava um novo horizonte com esperança de uma Pátria melhor. Era o fim da censura e do regime autoritário que tanto buscávamos.

No meu tempo, vivíamos "Até quando Deus quiser!", pois era ele quem determinava os nossos anos de vida não o "de menor", o assaltante, o motorista, o médico, o traficante, o bêbado, o drogado, o pai irresponsável ou a mãe baladeira. E, todos Nele acreditavam, mesmo sem pronunciar o "Seu nome em vão", como muito se ouve hoje em dia. E nem haviam essas milhares de denominações de igreja que por aí se proliferam.

No meu tempo havia sim, muito tempo para sonhar. E como todo o sonho pode ser realizado...
Lígia Saavedra
Imagens:
casaconhecimento.com.br
brenolostofc.blogspot.com
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