Ajuruteua

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sábado, 17 de abril de 2010

O GRILO


O GRILO


Só aqui posso derramar
Um cansado e triste pranto
Depois de um dia de luta
A noite me apareceu
Um grilo... Fiquei maluca!
.
.Passei a noite tentando
Fechar os olhos... Dormir...
Qual nada! Lembra-me o canto
Do grilo sempre a trilar:
Acorda, acorda, acorda,
Acorda, vamos acordar!
E eu... Cansada da labuta,
Tendo ainda que correr
Atrás de um grilo biruta.
.
.Preparo água fervente,
Jogo na casa todinha.
Silêncio. Penso, afinal!
Deito bem devagarzinho,
Embrulho-me dos pés à cabeça,
Até lembrei de um sonho
Que tive a noite passada.
.
.Mas de repente um eco
Como um grito numa gruta
Não é verdade! Levanto.
Soando com um martelo,
Lá estava aquele ser...
Corri, peguei o chinelo,
Saiu ele a saltitar....
.
.E assim, meu caro leitor,
Aqui estou eu a chorar
Com olhos inchados e vermelhos...
Toda a hora a cochilar.
Passei a noite tentando
Aquele som abafar.
E o meu sono perdi
Desta maneira tão bruta.
.
.Mas, se te pego te mato,
Ah! Grilo, Filho da Puta!

LÍGIA SAAVEDRA

Publicado no Overmundo em 2007.

Um comentário:

  1. Amiga, a cigarra canta para morrer, mas o grilo nos mata com seu canto irritante e nos deixa loucos, putos mesmos da vida.
    Parabens pelo seu bom humor porque se fosse comigo teria me jogado do quinto andar.
    Odeio grilo!

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