Ajuruteua

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

POESIA E DOR EM ORAÇÃO

.

Choro o pranto da purificação,

mas a lágrima que não caiu

em vão, não se esparramou

em meu rosto

e nem sequer bastou

ao meu sofrimento,

brota e inunda minh'alma.


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Ao calvário!

Me ordena a vida.

Crucifica a culpa

que o teu peito arrebenta

e divide com a poesia

esse teu amargo pranto.


.
Meu deserto em sangue se desfaz

Escorrendo pelas áridas dunas

do tempo perdido

e ele inumano,

povoa rios com a dor

da mais pura ausência

e mares com imensas

ondas da minha mortificação.


.
Sacrificai-me, Senhor!

A teus pés imploro

Vinde a mim a tua ira

e leva a tua misericórdia

a quem tanto amo

e a quem tanto

vos tem ofendido.


.
Amém!



.
LÍGIA SAAVEDRA




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