Ajuruteua

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

SÓ AS NUVENS DE MIM SABEM

SÓ AS NUVENS DE MIM SABEM


Navego num mar solitário
Sem ilhas, sem terra firme,
Na nau dos mais infelizes
Que ondas vivem a contar

Só as nuvens de mim sabem
E em dia de tempestade
Me escondo na ventania
Dos versos que aqui renascem.

Um furacão de emoções
Habita o meu pensamento
Insisto nesta viagem.
Excremento de pensar.

Virando para o nascente
Vejo o dia, ele existe!
Mas, há noites sem estrelas
E outras virão com luar?

Há criaturas no mar, no céu e na vida
Que passam despercebidas
Ao largo de minha agonia.


LÍGIA SAAVEDRA

2 comentários:

  1. Muito lindo amiga, vc escreve sua dor sutilmente e com tato.
    Ès previlegiada polo dom da poesia.
    Quando eu crecer, quero escrever igual a vc.
    Obrigada pela visita e as belas palavras que lá deixastes.
    Te amo linda amiga. Bjão

    ResponderExcluir
  2. Hum,hum pikena!
    Até parece que vc não sabe poetar.
    Nós que escrevemos com a alma possuimos estes mágicos instantes que nos revelam os porques do tudo e do nada.

    Um bjão amiga

    ResponderExcluir

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