Ajuruteua

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domingo, 1 de agosto de 2010

MUITAS, TANTAS COMO SOU



MUITAS. TANTAS COMO SOU

Várias luas em uma só fase
dias, noites que me ardem
escondendo um sou assim.
Como um Picasso invertido
da Monalisa o sorriso
nunca a ninguém revelado

Num livro de cal pintado
Duo com o segredo
na gaveta empoeirada
do filme que protagonizo
às vezes tão obsceno
que nem à tela se mostra

Sou aquela que se esguia
na vida feito fumaça
que passa e não deixa rastro
às cinzas o tempo repassa
a essência desse viver
em consonância com um se...

Sou outra que a tudo ama
passiva, mas chama ardente
vulcão de lava sonora
gemendo em busca da boca
dona do beijo da sorte
que um dia ainda há de vir.

Sou quase uma cortesã
na busca do bel prazer
que esfola e lambe a palavra
quando nas noites me entrego
ao gozo da poesia, orbitando entre o verbo,
sentimento e companhia.

Sou tantas que nem eu sei
há quantas me fiz amar, sofrer
sorrir ou chorar neste caminho tocado
pelas notas da partitura
que em meus dias escrevo
nos versos que me poeto.

LÍGIA SAAVEDRA

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