Ajuruteua

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domingo, 21 de novembro de 2010

LINE VAUTRIN - DESIGNER POÉTICA

"A Vida é Assim" - Bracelete


"Pombo Correio" - Brincos

A Palavra e o Silêncio" A palavra é prata e o silêncio é ouro - Estojo de pó compacto


"O reconhecimento é a memória do coração" - Cigarreira


Sobre a designer de jóias:
Line Vautrin foi uma daquelas pessoas tão criativas e empreendedoras que não fazia
apenas uma coisa bem. Ela fez muitas coisas ótimas.

Sua primeira produção foi aos cinco anos, quando criou e produziu sozinha um chapéu para dar de presente para sua mãe. Aos quinze, após abandonar os estudos – era considerada sonhadora demais e não era exatamente a aluna exemplar -, Vautrin começou a trabalhar.

Depois de algumas frustrações em seus primeiros empregos, percebeu que era melhor se tornar sua própria chefe. Começou, então, a manipular metais, assim como fazia seu pai. Autodidata, desenvolvia as próprias técnicas que usava. Foi assim que começou a fazer joias e vendê-las por toda Paris.
Algum tempo depois, os negócios expandiram e veio a primeira loja, modesta. Suas peças eram artesanais e exclusivas. Produzia apenas algumas peças de cada “obra”.

Depois de descobrir uma resina diferente, passou a desenvolver também peças para decoração de interiores, como luminárias e os badalados espelhos, mas sem nunca abandonar as joias.

De todas as suas inspirações, uma das mais marcantes era a habilidade em fazer as peças contarem histórias. Com humor e bom-gosto, fazia um jogo de recortar poemas e provérbios, combinando-os a símbolos e signos, que tornavam a jóia parte de um conto ilustrado.

Quando completou 50 anos, Line cansou da vida de empresária e decidiu se dedicar apenas a dar aulas, além de fazer esculturas, então, sua mais recente paixão.

A escolha do bronze como metal primordial de sua produção também dificultou a classificação de seu trabalho como “joia”. Joias? Esculturas? Utilitários? Muito antes do termo “contaminação” aparecer no cenário artístico, Line estava preocupada em criar, em propor, em executar.
Suas peças já foram expostas em vários museus ao redor do mundo, e fazem parte da coleção permanente do museu Victoria e Albert, em Londres. E serviram de inspiração para outros artistas múltiplos como Robert Lee Morris e Rey Kawakubo, estilista da Comme des Garçons.

Line morreu em 1997, mas seu legado permanece e permanecerá por muitos anos. Uma inspiração de mulher, de criadora. Uma musa.


Fonte:
Último Segundo

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